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18/12/2009

Férias em Estocolmo

("Dear Jeremy, in the last three days I've been learned had a not trust people. And I'm glad I failed." My Blueberry Nights, 2007)

 

Rááááá! Estou de férias!!!! Dou um tempinho nos posts de teor levemente literário por aqui para falar bem alto sobre minha ENORME felicidade por estar de férias *_*!! Não que eu não tenha várias folgas durante o ano, quem estuda em universidade pública sabe bem o que é isso, nem que o semestre tenha sido mais estressante do que o comum. É que o ano tá acabando e (neste momento serei piegas) parece que as coisas confluem para o fechamento de mais um ciclo, o pior deles. Pela primeira vez desde algum tempo já, a brisa mormacenta do escaldante verão *do inferno* baiano traz uma leveza desconcertante.
 Não tenho planos espetaculares para meus dias de folga, pelo contrário, é o de sempre: ficar sem dinheiro, visitar papai em Texas City e ver amigos que moram longe - não necessariamente nessa ordem. Me peguei ontem num momento mais piegas ainda, fazendo planos pro futuro. E fazendo um balanço sobre mim, nestes últimos tempos - uma coisa bem NATAL/REVEILLÓN/SIMONECANTANDO mesmo.
 Por causa de uns ou outros processos aí, me sinto com a idade mental de quando eu tinha treze anos, ou seja, 45, rs. É, eu sei, eu achava que isso não funcionava tanto e me tornava meio antissocial aos treze, mas hoje anda funcionando que é uma beleza. Pra quem me conheceu depois dos 15, se fudeu: só o nome do registro ainda é o mesmo.
 Enfim, natal novo, ano novo, fim de ano na praia com a família. Pedidos para o Papai Noel: um fusca, um emprego, e um amigo decente (é, daqueles que não querem te comer a cada encontro ou daqueles que não querem fuder com sua vida na primeira desilusão amorosa). Promessas para o Ano Novo: mais vídeos gravados, Iniciação Científica, e dez quilitos a menos (= uma barriguinha de fazer inveja a qualquer brush do photoshop xD).
 AHHHHHHH MUNDO, ME AGUARDE...!

 

Fiquem aí com o mestre e grande companheiro do ano: Moska!

 

Um Móbile no Furacão_Paulinho Moska

Você diz que não me reconhece, que não sou o mesmo de ontem
E que tudo o que eu faço e falo não te satisfaz
Mas não percebe que quando eu mudo é porque
Estou vivendo cada segundo e você
Como se fosse uma eternidade a mais
Sou um móbile solto no furacão...
Qualquer calmaria me dá... solidão
Na última vez que troquei meu nome
Por um outro nome que não lembro mais
Tinha certeza: ninguém poderia me encontrar
Mas que ironia minha própria vida
Me trouxe de volta ao ponto departida
Como se eu nunca tivesse saído de lá

Sou um móbile solto no furacão
Qualquer calmaria me dá... solidão

Quando a âncora do meu navio encosta no fundo, no chão
Imediatamente se acende o pavio e detona-se minha explosão
Que me ativa, me lança pra longe pra outros lugares, pra novos presentes
Ninguém me sente...
Somente eu posso saber o que me faz feliz
Sou um móbile solto no furacão
Qualquer calmaria me dá... solidão


Escrito por Mel Andrade às 22h10
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29/11/2009

Ela aluou!

("No final desta noite decidi ir pelo caminho mais longo para atravessar a rua."_My Blueberry Nights, 2007)

 

Porque às vezes dor é honra, e honra rulez. Sem mais. xD

 

Milagreiro_Djavan/Cássia Eller

Agora vamos ter os girassóis
do fim do ano
e o calor vem desumano
tudo irá se expandir
crescer com as águas
quiçá, amores nos corações
e um santeiro,
milagreiro
prevê a dor
de terceiros
e diz que a vida
é feita de ilusão
e um santeiro,
milagreiro
prevê a dor
de terceiros
e diz que a vida
é feita de ilusão
aquela que um dia o fez sonhar
se foi com o outro
no dia em que os dois
se casariam por amor
ele aluou
hoje o seu pesar
cintila nos varais
usou as sete vidas
e não foi feliz jamais
toda a imensidão
passou pela vida
e foi cair na solidão
mais um santo para esculpir é o que lhe vale
pra evitar que o rancor suas ervas se espalhe


Escrito por Mel Andrade às 02h11
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.das coisas nada casuais

("Moça, tá tudo bem por aqui?"_Policiais ao me verem voltando pra casa, a pé, às duas da manhã acompanhada de um amigo. Negro.)

 

Hoje é o dia das aspas. O texto a seguir foi postado no twitter, dia 20, por Lívia Natália. Professora Doutora, negra, mulher. @twilily:

 

 

"Hoje é um dia para compreendermos que não somos todos iguais. Somos absolutamente diferentes. A idéia apaziguadora de uma 'raça humana' não me defende do tratamento racializado que recebo no mais fino de meu cotidiano. Quando me olham estranho, me julgam menor, não me deixam entrar, é de raça que falamos. Quando ofendo por não ocupar o lugar que tantas outras mulheres negras ocuparam: de serviçal, de obediente, de mero corpo submisso e gregário isso se dá pela questão racial. Que se corporifica e representa na minha pele escura, no meu nariz achatado nos meus lábios grossos, nos meus cabelos crespos. Sou negra. Sou diferente. Não admito ser mais uma na longa colcha de retalhos deste país pensado, muito convenientemente, como mestiço. Eu sou sistematicamente direcionada a pensar que não existe racismo no Brasil, na Bahia, mas o meu corpo sabe, minha mente não sairá da frente de batalha, enquanto a batalha não acabar.


Não quero o tratamento desigual que hoje recebo. Não quero protagonistas ajoelhadas levando tapas na cara, nem ser o dono do carro e apanhar como se o tivesse roubado. Quero entrar no banco sem que a porta trave. Quero poder sair de casa com qualquer roupa, sem que isso defina se eu "poderia ser" a patroa ou a empregada, a cliente ou a funcionária. Não quero que queiram alisar meu cabelo, nem domar minhas palavras. Minha alma negra não aceita este contrato perverso de silêncio. Enquanto nascerem meninos e meninas negras sob contextos de inferioridade cultural, política e de dreitos, continuaremos lutando. Enquanto estivermos proibidos de entrar, enquanto formos julgados e condenados sem direito a defesa. Continuaremos a gritar. Queremos apenas o que é nosso direito. Começando pelo mínimo: o direito à vida - ampla, livre, feliz, cheia de horizontes!


Apesar de nossa luta, sei que meus filhos ainda passarão pelo que passei. E, sinceramente, não sei como será esta dor revivida. Mas espero que meus netos e netas não sejam julgados inferiores pela cor de sua pele. A luta é secular, é imensa. Mas temos força. Agora, o campo de batalhas é nosso. Lutamos todos dias. Mas diante desta força negra, quero ver quem vai resistir!"

 

Precisa de mais?    o/

 

Adão Negro_Adão Negro

A apartheid disfarçado todo dia
Quando me olho não me vejo na TV
Quando me vejo estou sempre na cozinha
Ou na favela submissa ao poder
Já fui mucama mais agora sou neguinha
Minha pretinha nós gostamos de você
Levanta saia, saia correndo para quarto
Na madrugada patrãozinho quer te ver oioi

Será que um dia eu serei a patroa
Sonho que um dia isso possa acontecer
Ficar na sala não ir mais para a cozinha
Agora digo o que vejo na TV

Um som negro
Um Deus negro
Um Adão negro
Um negro no poder


Escrito por Mel Andrade às 00h40
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28/11/2009

.das coisas casuais

("- Dizem que são cinco centímetros por segundo... - Humnn, o quê..?! - A velocidade com a qual a pétala de uma flor de cerejeira cai, cinco centímetros por segundo. Ei, de alguma forma, não acredita que lembra a neve...?"_5 centimeters per second, 2007, anime)

 

A brisa atenta destas tardes duras de novembro carrega minhas dissolutas palavras. Me sinto uma roteirista autobiográfica da mesma história que, se já não queria ler, que dirá assistir. Mas não posso exercer função mais interviente do que ser spoiler para meus próprios personagens: "Olha, você acaba mal! Eu nunca mais li finais felizes...". E Deus sabe como odeio spoilers, então não abro a boca. Deixo as coisas correrem como devem. Infelizmente existem coisas que caem mas rápido do que uma pétala de flor de cerejeira. Mas é mesmo despetalando que ela fica mais frondosa. E ela sabe...

 

P.S.: A música do dia é um apanhado geral e não só sobre o post acima. Eu acho linda.

 

O Mundo é Um Moinho_Cartola

 

Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar

Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco a tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem, amor
Preste atenção: o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir tuas ilusões a pó

Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés


Escrito por Mel Andrade às 23h31
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09/05/2009

E eu quero é botar meu bloco na rua!!

("Outros se mataram. Outros foram mortos. Também passei por essa prova. Também tentaram me esganar em muito boas condições. Agora, saio de um túnel. Tenho várias cicatrizes, mas ESTOU VIVA.” - Pagú)

A noite finalmente desce sobre meus ombros, mas é de luz que ela se faz.  Não é uma luz fraca, daquelas de confissões na cama, daquelas com gosto de vinho barato nos lábios. Não é daquelas azuis raiando madrugadas, nem tampouco de sol em dia de chuva. É luz de sorriso largo, clarão de brasa acesa na garganta. Minha noite demorou; mas veio rodando seu vestido de gambiarras, me ofertou uma máscara bordada, estendi minha mão... e ela me carregou no colo pra que eu não adentrasse sozinha nesse carnaval. Eu estou bailando a passos largos nos braços da minha noite luminosa, de gargalhada alta e cheiro forte, que todo dia me recebe com uma máscara diferente.

Vamos bradar com paixão que a manhã deve ser esganada com um beijo! Vamos dar vivas à purpurina leve que escapa de nossos olhos! Vamos delirar com confetes coloridos!!

Porque hoje vou gemer no ouvido da noite que não sou mais posseira de meus desenganos.

 

Eu Quero É Botar Meu Bloco Na Rua_Sérgio Sampaio

Há quem diga que eu dormi de touca
Que eu perdi a boca
Que eu fugi da briga
Que eu cai do galho e que não vi saída
Que eu morri de medo quando o pau quebrou
Há quem diga que eu não sei de nada
Que eu não sou de nada e não peço desculpas
Que eu não tenho culpa
Mas que eu dei bobeira
E que Durango Kid quase me pegou
Eu quero é botar meu bloco na rua
Brincar, botar pra gemer
Eu quero é botar meu bloco na rua
Ginga pra dar e vender
Eu por mim queria isso e aquilo
Um quilo mais daquilo
Um grilo menos nisso
É disso que eu preciso
Ou não é nada disso
Eu quero é todo mundo nesse carnaval
Eu quero é botar meu bloco na rua...
Há quem diga que eu dormi de touca...
Há quem diga que eu não sei de nada...
Eu quero é botar meu bloco na rua...


Escrito por Mel Andrade às 01h48
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13/04/2009

Vilipendiado, incompreendido e descartado (e a dor é menor do que parece)

(How can I contain my emotions if every time I feel them, they overlfow?" ALMAQUATICA)

Quebram-se os aparatos de defesa, os mecanismos de contenção, baixa-se a guarda da memória neste não-lugar suspenso entre a umidade das velhas dores. Desta vez, no entanto, a umidade traz consigo o mormaço abrasador das boas lembranças. E se antes elas resguardavam meus olhos da tonalidade torpe e forte das coisas ao redor, hoje se fazem ruir dolorosa e ininterruptamente como um testemunho excruciante de minha fraqueza.

Tenho cara de culpada, jeito de culpada, verbo de culpada. MAS EU NÃO SOU. Não vou clamar por perdões que não me pertencem (onde não há pecado, também não há perdão), porque da última em que eu acreditei numa culpa que não era minha eu paguei uma divída que vale umas três encarnações e ainda perdi o crédito na praça. Já chega. Pode dizer que perdi o que for, já não tenho nada mesmo...

Hoje, com a boca em chamas, saboreio os cacos do que foi uma dessas boas histórias de amor. O amor acabou? Não. Mas eu me calo porque, quando a história acaba, não há nada mais que mereça ser contado.

Fica Melhor Assim_Roberta Sá

Eu vou você fica
Fica melhor assim
Meu Rio de Janeiro
Aceso atrás de mim.

Os mares são palavras
Que deixo pra você
Desenhe na areia
Uma frase até o fim.

Eu vou você fica
Fica melhor assim
Meu coração inteiro
Quer um outro só.

As luzes da cidade
Momentos que vivi
O mar vai apagar
Você dentro de mim.

Eu apaguei a luz do apartamento
Pra só voltar em paz depois de clarear o sol
Na tela branca da parede
Sem foto, sem cartaz, sem mais...


Escrito por Mel Andrade às 01h26
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07/04/2009

Uma noite longa pra uma vida curta.

("Talvez eu corte o cabelo, talvez eu fique feliz, talvez eu perca a cabeça, talvez esqueça e cresça sem você")

Crepúsculos pesados precedem madrugadas leves e caras. Caras aos olhos atentos e atentas aos olhos d'O cara. E muito embora essa leveza algodão-com-corante quase "diabetifique" minhas madrugadas de sorrisos e leitE quentE (ao qual, reitero, prefiro adicionar chocolate xD), o âmbar dos meus olhos ainda está preferindo conferir o estoque de sentimentos com semitons taciturnos e pesados.

Lembrei de um filme que assisti certa vez chamado "Lembranças de um Verão" ("Hearts in Atlantis"), onde um menino conhece o novo vizinho (interpretação massa de Antony Hophkins) que deseja perpetuar ao máximo a inocência dele e mostra a importância de se aproveitar ao máximo as impressões do olhar infantil sobre o mundo. Em contrapartida, a mãe desse menino insistia num "amadurecimento" rápido e começa a desconfiar das intenções do velho para com seu filho... Esse filme me marcou não só pela minha queda (ribanceira) por filmes saudosistas, mas pela imagem da mulher que tenta seguidamente desvirtuar a pureza (P.S.: não é a mesma coisa que ingenuidade) do filho, como se isso fosse uma etapa necessária ao amadurecimento. Não é. Mesmo. Essa perda nada mais é do que a degeneração quase inevitável da ternura. E compreende, necessita, de negros estímulos externos.

Que dizer? Fui abatida em plena corrida pela confiança. Nunca mais pureza; ao invés disso, me cubro no outono âmbar e ando sem pressa pra divisar um clarão nessa meta que já não clama por coisa alguma.

("Talvez eu mate o que fui, talvez imite o que sou, talvez eu tema o que vem, talvez te ame ainda sem você")

 

Childhood's End_Pink Floyd

You shout in your sleep.
Perhaps the price is too steep.
Is your conscience at rest
If once put to the test?
You awake with a start
To just the beating of your heart.
Just one man beneath the sky,
Just two ears, just two eyes.

You set sail across the sea
Of long past thoughts and memories.
Childhood's end, your fantasies
Merge with harsh realities.
And then as the sail is hoist,
You find your eyes are growing moist.
All the fears never voiced
Say you have to make your final choice.

Who are you and who am I
To say we know the reason why?
Some are born; some men die
Beneath one infinite sky.
There'll be war, there'll be peace.
But ev'rything one day will cease.
All the iron turned to rust;
All the proud men turned to dust.
And so all things, time will mend.
So this song will end.


Escrito por Mel Andrade às 01h59
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08/03/2009

- Porque já tranquei as portas e escondi a chave

("No meu peito catolaico tudo é descrença e fé...")

________________________________________

É mais ou menos isso aí. Precária e resumidamente; a dicotomia que me engolfa nesse pseudodespertar. Não se tem notícias sobre estas paragens abandonadas de subconsciente, ou seja, não se sabe se isto é o fim de um grande pesadelo ou o real e indesejado fim do melhor dos sonhos. É... cuspi na cara do velho Morpheus.

Aí... aí é isso. Você não abre os olhos porquê quer (vide Clockwork Orange), mas quando o faz é dor, é amizade, é engolir o coração e seguir em frente.

Mas o despertar tem filmes. Tem melhores amigos morando longe. E ônibus lotados que dariam excelentes sitcom's. E bate-cabeças que terminam em MPB, whisky e Salt com patê. E chuchus com gosto de cereja.

E o bom o justo Sandman se apressa para transferir o sonho que um dia foi meu aos olhos de uma nova merecedora. E só me resta desejar que ele continue lindo, doce e intacto... como sempre permanecerá no lugar mais sereno de meu templo.

E quanto a mim, me rendo à fé.

 

A Idade do Céu_Paulinho Moska

Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...

Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...

Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...

Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu...

Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu...

Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu...


Escrito por Mel Andrade às 21h54
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30/12/2008

"Vai sem duvidar, mas se ainda faz sentido vem..."

("Era difícil olhar nos olhos dele, sabendo que eu o amava. Isso fazia mais diferença do que eu teria pensado. Eu me perguntei se teria sido sempre assim tão difícil pra ele, todo esse tempo.")

Um dia de sol, uma felicidade que arde como fogo de levantar mil balões coloridos. Sorriso sem pra quê no canto da boca e beijos derretedores de brios... Coisas assim tão preciosas podem ser alvo fácil de cobiça alheia e, volta ou outra, você se depara pensando no que poderia ter feito pra evitar que alguém viesse e simplesmente levasse aquilo num saco de alinhagem, enquanto você dormia.

_____           

Acorda pela manhã e ouve o barulho áspero da chuva. Ainda sem abrir os olhos, sente a água levantar o cheiro de ferro do chão e escapa da sua boca uma risadinha cínica, que graceja com o fato de não saber se o cheiro vem da terra lá fora ou do metal pesado com o qual se constituem seus órgãos internos. A dificuldade pra se pôr de pé provavelmente advem disto; aliás, você não consegue se lembrar a última vez em que realmente ficou de pé, de cabeça erguida, encarando o que quer que fosse. O desjejum decorre com a mesma naturalidade de respirar, sem perceber o que está mastigando, embora lá pela metade você repara que aquilo está mais salgado e molhado do que deveria ser. Enxuga os olhos com as costas das mãos, e desiste da outra  metade do pão dormido.

A mesma matéria que constitui os sonhos deve direcionar os planos e anseios. Você não saberia. Qualquer lampejo de futuro que perpasse seus olhos é feito de argamassa dura e cinza, e a única coisa que constrói é uma enorme parede à sua frente, minuto após minuto. Talvez você pudesse vislumbrar algo além dessa barreira. Você não saberia. Não tem pra quê levantar a cabeça. O chão molhado formas poças interessantes, poderia passar o resto de seu dia vendo as nuvens cor de chumbo refletidas nelas. Eventualmente, alguma poderia te refletir. Você não saberia. Não se lembra de ter um rosto.

No breu do fim dos dias, as raízes mortas nas paredes sugerem que já houve descuido ali dentro. Hoje é úmido e os fungos se alimentam daquilo que jaz dentro de você. Percebe que a noite que parecia fria, traz uma brisa quente que não lhe pertence, pois é você quem congela solitário. E ao perceber-se, cessam todos os movimentos. Você é uma escultura de gélida, imóvel, ao não ser pelas lágrimas que formam estalactites deformando sua face. E pelo coração que ameaçará explodir dentro de sua garganta a partir de hoje, por toda uma eternidade.

L'aventura_Legião Urbana

Quando não há compaixão
Ou mesmo um gesto de ajuda
O que pensar da vida
E daqueles que sabemos que amamos ?

Quem pensa por si mesmo é livre
E ser livre é coisa muito séria
Não se pode fechar os olhos
Não se pode olhar pra trás
Sem se aprender alguma coisa pro futuro

Corri pro esconderijo
Olhei pela janela
O sol é um só
Mas quem sabe são duas manhãs

Não precisa vir
Se não for pra ficar
Pelo menos uma noite
E três semanas

Nada é fácil
Nada é certo
Não façamos do amor
Algo desonesto

Quero ser prudente
E sempre ser correto
Quero ser constante
E sempre tentar ser sincero

E queremos fugir
Mas ficamos sempre sem saber

Seu olhar
Não conta mais histórias
Não brota o fruto e nem a flor

E nem o céu é belo e prateado
E o que eu era eu não sou mais
E não tenho nada pra lembrar

Triste coisa é querer bem
A quem não sabe perdoar
Acho que sempre lhe amarei
Só que não lhe quero mais

Não é desejo, nem é saudade
Sinceramente, nem é verdade

Eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender
Eu sei porque você fugiu
Mas não consigo entender


Escrito por Mel Andrade às 10h23
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“E mentir é fácil demais...”

 ("Será como se eu nunca tivesse existido")

Doenças letais não deixam brechas para esperanças, mas a cura é mais frequente do que se imagina.

Quando você sofre uma lesão, em qualquer lugar do corpo, seus tecidos se regeneram formando ligações mais fortes naquele ponto exato, do que eram originalmente.

Muita biologia ultimamente, né? Você sabe que eu amo biologia.

           

Venham todos, aqui tem sorrisos sinceros destilados! Ilusórios. Embriagadores. Pelo menor preço do mercado.

           

Caro D.

A vida no monastério corre agora com algumas complicações. Para quem procurava repouso e paz nestes dias conturbados, tenho me visto rogar aos deuses por silêncio. Não apenas dos decibéis frívolos e intoleráveis daqueles que insistem revolver a vida alheia, mas também a natureza atormentada que ressoa em surrusos inaudíveis para outrem (mas em mim clamam por bravatas que nunca virão).

Pra você, meu bom amigo e grande amor, reservo meus olhos saudosos, com os quais ouço, leio, respiro, escrevo missivas e a cada dia mais se tornam livres da dor que acomete todo o resto a minha volta. Não posso dizer que minhas lágrimas congelaram no processo, porque gelo derrete à menor proximidade de calor. Mas afirmo que, nos últimos dias olhei profundamente nos olhos da medusa, numa tentativa frustrada e inútil de salvar algo que já havia se perdido há muito. Agora que o ímpeto heróico desmedido deixou de ser a minha medida primária de todas as coisas, tento conservar somente pra você meu coração em carne viva.

 A cada vez menos tua nem de ninguém,

 Eu.

Mil Pedaços_Legião Urbana

Eu não me perdi,
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho
Mas vou me acostumar..
com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma o machado que-o feriu
Adeus, adeus ,adeus meu grande amor.
E tanto faz.. de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu,
e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi,
e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer
O que não era pra ser: Vou fugir dessa dor.
Meu amor
se quiseres voltar - volta não

Porque me quebraste em mil pedaços.


Escrito por Mel Andrade às 10h09
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Longe, do meu lado

 

Até segunda ordem, decreto que a felicidade é o desejo humano firmado numa casa de pau-à-pique num morro alagado de Santa Catarina. "Precário, provisório, perecível".

Haveria de ter uma placa, um aviso informando que preço você está disposto a barganhar pra abrirem os portões do reino dos bobos da corte. O reino absurdo do exagero. Da superlativação sentimental. Da caricatural tragédia.

As cicatrizes são formadas através da flagelação imposta por um fator ou agente externo. Vide facas, armas de fogo, punhais incrivelmente perfurantes ou até bactérias que carcomem o organismo e, depois de curados, formam as tais cicatrizes.  Agora veja bem, cherrié, elas só se formam depois da cura de uma eventual ferida. Não antes. Cicatrizes não provocam dor, algumas podem coçar de vez em quando, e te provocam no máximo uma boa risada. Você tem o direito de conservá-las ou partir para o cirurgião plástico mais próximo. Não se remove nenhuma no grito.

A retirada de um pedaço vital não se compara à cicatrizes. Quando foi que você se deu conta que seu coração batia? Que você não poderia, se lhe apetecesse, mandar seus pulmões para um tour no ar fresco das montanhas? Não adianta gastar o resto dos seus dias se convencendo de sua vitalidade sorridente se, numa bela manhã de chuva, lhe retiram o que lhe mantém de pé. Não fica uma ferida, não. Feridas cicatrizam. Cicatrizes são removíveis. Nao fica nada. Nem você, nem suas cicatrizes, nem suas idéias bobas e pensamentos confusos.

Quando os répteis trocam de pele, seu organismo cria uma nova pele por baixo da velha. Quando estão prontos, eles deixam a pele inteira em algum lugar, e seguem com sua nova pele no mesmo corpo de antes...

Eu viveria apenas com a pele. O vácuo. Sem corpo, feridas, cicatrizes ou dor. Só o sorriso (impressão da pele morta), desejo pálido de uma felicidade de pau-à-pique.

 

Longe do meu lado_Legião Urbana

Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não pareceria tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado
A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado
E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado
Quero respeito e sempre ter alguém
Que me entenda e sempre fique a meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado

A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago
E essa escravidão e essa dor não quero mais
Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado

Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos e vivermos o futuro, não o passado
Veja o nosso mundo
Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado


Escrito por Mel Andrade às 02h55
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26/06/2008

"E no final, assim, calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim!" (DE ONDE VEM A CALMA_Los Hermanos)

***Há muito tempo não venho aqui. Pouco mais de oito meses pra ser mais exata. A idéia de dar uma continuidade à pensamentos parecia um pouco fora de lugar, visto que estes se encontravam em revisão profunda. Saí, enfim, do estado casulóide para uma perspectiva de deslumbre com muitas e novas situações, que reconfiguraram profundamente (de novo! =D) minha forma de pensar e interpretar as coisas. Agora voltei... não sinto que tenha abandonado este blog, como outros, escrevi vários posts que talvez não sejam publicados. As voltas pedem sempre uma recontextualização, mas desta vez (diferente das outras), escreverei muito menos cotidianamente. Embora de um jeito muito mais pessoal.***

ouvidizerdoteuolharaoveraflorasfloresdeplásticonãomorremumaflorcomsinoumacanção

--Cadê vocês no meu retalho do caleidoscópio? Ahn?/--Ora! Fugiram por uma fresta de vidro...Que querias?/--Mas se ainda vejo os reflexos é porque.../--É porque cultivas apenas pedaços, ora ora ora... Onde está a metade do caleidoscópio?/--Levaram.../--Pois todos saíram pelo outro lado, ooooora!/--Oh, mas é tão perigoso... Eles poderiam ter se machucado!/--Poderiam ter morrido, retalhados como teu caleidoscópio, ora, se esvaindo em.../--SANGUE! Estou coberto de...então... eles se.../---Ora, pois, que não. O sangue é teu. É tú que estás indo./--E você? Alguém que volta pra me buscar?/--Não, sou a metade perdida de teus espelhos. Vim lhe coroar, ora, finalmente, como sempre desejastes, posseiro e senhor único de teu caleidoscópio. (e sem luz, acaba a lisergia da clausura).

 

Flor da Pele_Zeca Baleiro

Ando tão à flor da pele,
Qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele,
Que teu olhar "flor na janela" me faz morrer
Ando tão à flor da pele,
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele,
Que a minha pele tem o fogo do juízo final

Um barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Um bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras suicido

Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que não acredito mais em você
Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a Deus
Mas vou tomar aquele velho navio
Aquele velho navio

 


Escrito por Mel Andrade às 19h35
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28/10/2007

"É de mágica que eu dobro a vida em flor... Assim! E ao senhor de iludir, manda avisar que esse daqui tem muito mais amor pra dar" (É DE LÁGRIMA_Los Hermanos)

Pois aqui estou eu de novo!! Passei muito tempo sem escrever nada, nem dar boas satisfações dos últimos acontecimentos interessantíssimos aqui. Não é porque eu estive sem tempo pra escrever (e eu estive), mas porque eu realmente não estava com um pingo de paciência para fazê-lo. De qualquer forma, saibam das news:

O Grêmio Estudantil do colégio saiu, enfim, e parece que tem gente lá com boas disposições e idéias. E isso é muito feliz./O meu vestibular está a vinte dias de acontecer, e eu não me lembro de estar tranqüila quanto a isso. Decididamente, não feliz./Tenho passado dias infinitamente bons e outros infinitamente ruins. Isso é feliz? Ora, melhor do que vários dias mais ou menos./Meu Godric parece que parou de dar sucessivos paus, espero. Nunca vi um cavaleiro medieval tão birrento...xD/Estou tentando aprender francês, e isso é tétrico de se ver!! ^^

Ando deveras romântica nas últimas semanas também. Não, não tenho nenhum bom motivo para isso, é coisa que acontece com quem tem uma incrível propensão ao assunto, e não tem mais o que fazer senão pensar bobagens. Ou tem o que fazer e não está nem um pouco afim... Acho que ando desistindo de encontrar alguém que realmente valha a pena no coração dessa cidadezinha. Nenhum desses quadradinhos iluminados pela sombra das televisões parece conter pessoas interessantes. Ando preferindo apagar a luz. E a meia-luz de qualquer brilho de poste distante já pode parecer forte demais. Nem quero que amanheça também. De dia, os quadradinhos revelam bonecos menos interessantes ainda.

Imagem: O meu querido, o mais lindo, o mais fofo, o mais romântico, o meu amor ---> Shaoran!! (beijando a anta da Sakura, que não dava valor À ele. Una pra ela, pessoal. =P)

Putz, tinha tanta coisa pra escrever e esqueci TUDO___O.o

Bom, fiquem na boa companhia de Pablo Neruda. Que adoçou minha manhã hoje...^^

Cinco Coisas_Pablo Neruda

Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando


Escrito por Mel Andrade às 21h04
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16/09/2007

G.E.C.L.

"It has to start somewhere... It has to start sometime... What better place than here? What better time than now?" (Guerilla Radio_Rage Against The Machine)

Oi, aqui estou eu mais uma vez. Depois de uma noite de tratamento de choque, mas decididamente inspiradora, aqui estou eu mais uma vez. Ou talvez, não eu. Ou quem sabe, nunca mais eu... Bem, depois de ontem à noite, acordei direto para um caderno velho, cuspir esse textinho carinhoso que vou postar aí em baixo. Acordei com medo dessa violência, rsrsrsrsrsrs....

Pra quem entende:

"As idéias de mudança do cotidiano estão indo muito bem, caminhando. Felizmente, contamos com muita gente disposta. Ainda acho que, de alguma forma, as apresentações e acareações com aqueles que se consideram maiores – teatralmente falando: num plano superior – não será das mais amigáveis. Afinal, uma voz desconhecida quando se levanta causa temor. De certo ponto de vista, eles têm razão em sentir isso. O plano não é destruir nada do que fizeram antes, mas reinventar um mundo de ações por sobre o mundo das idéias deles: tão aconchegante, tão sistemático, tão... torpe.

 

Como uma bactéria que o sistema imunológico não combate por crer inofensiva. Devagar, aos poucos, sem que eles sintam. Tomando conta do corpo, desfazendo o estrago que fazem em um mês ou três anos. Recolhendo os sorrisos automáticos às piadas, a disposição de ouvir impropérios e concordar automaticamente, o silêncio absoluto à entrada do VELHO SR. GRANDE IRMÃO. Pelo nojo, asco, pela revolta diante do preconceito descaradamente exposto. Pela REAL liberdade de pensamento. Ou, mais modestamente, apenas pelo pensamento.

 

O que se pode dizer? Acalmem-se. Talvez não seja indolor..."

 

É clichê, mas bem adequado. Mais uma vez meu amor, Legião.

 

Geração Coca-Cola_Legião Urbana

 

Quando nascemos fomos programados
Pra receber de vocês
Nos empurraram com os enlatados
Dos U.S.A., de nove as seis

Desde pequenos nos comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola

Depois de 20 anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser

Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis

Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola

 


Escrito por Mel Andrade às 09h46
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09/09/2007

O Harry talvez não. Mas eu, com certeza... E isso de fato promete ser uma boa coisa...=]

Oi oi!! Voltei para o meu blog abandonado... Desculpa o sumiço, mas é que foi eu criar o bendito e Godric (meu pc) dar pau... Bem, isso resultou em muita coisa pra contar, alguns textos pendentes pra blogar, muitas idéias novas e MUITA vontade de escrever... rsrsr Mas vamos fazer um flashback rápido.

Vou resumir em um parágrafo confuso o que aconteceu cmg nesses últimos dias que passei fora... Fase 1: Decidi (ou descobri..=]) minha vocação profissional, lutei por uma equipe, ganhei uma gincana, andei estudando menos... rsrsrs... Fase 2: Fiz novos amigos, o que anda reabastecendo minha predisposição para mudar coisas essenciais; plantaram caraminholas na minha cabeça, e elas andam me deixando confusa, inquieta e insatisfeita, e isso parece ser bom; decidi dar mais uma chance para a faceta romântica desta humilde geminiana que vos fala (mas isso n é assunto pra aprofundar aqui... hehehe); andei querendo me livrar da balbúrdia, mas qnd ela foi embora implorei que voltasse... rsrsrsrsr... Acho que foi basicamente isso!!

Bom, aqui é só um post rapidinho, não vão caber todas as mil reflexões que estão pipocando aqui na minha cabeça... hehehe.. Dps eu me organizo melhor...

Bem, hoje vcs ficam ao som de Jorge Drexler:

Al Otro Lado del Río_Jorge Drexler

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

 


Escrito por Mel Andrade às 03h46
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