“E mentir é fácil demais...”

("Será como se eu nunca tivesse existido")
Doenças letais não deixam brechas para esperanças, mas a cura é mais frequente do que se imagina.
Quando você sofre uma lesão, em qualquer lugar do corpo, seus tecidos se regeneram formando ligações mais fortes naquele ponto exato, do que eram originalmente.
Muita biologia ultimamente, né? Você sabe que eu amo biologia.
Venham todos, aqui tem sorrisos sinceros destilados! Ilusórios. Embriagadores. Pelo menor preço do mercado.
Caro D.
A vida no monastério corre agora com algumas complicações. Para quem procurava repouso e paz nestes dias conturbados, tenho me visto rogar aos deuses por silêncio. Não apenas dos decibéis frívolos e intoleráveis daqueles que insistem revolver a vida alheia, mas também a natureza atormentada que ressoa em surrusos inaudíveis para outrem (mas em mim clamam por bravatas que nunca virão).
Pra você, meu bom amigo e grande amor, reservo meus olhos saudosos, com os quais ouço, leio, respiro, escrevo missivas e a cada dia mais se tornam livres da dor que acomete todo o resto a minha volta. Não posso dizer que minhas lágrimas congelaram no processo, porque gelo derrete à menor proximidade de calor. Mas afirmo que, nos últimos dias olhei profundamente nos olhos da medusa, numa tentativa frustrada e inútil de salvar algo que já havia se perdido há muito. Agora que o ímpeto heróico desmedido deixou de ser a minha medida primária de todas as coisas, tento conservar somente pra você meu coração em carne viva.
A cada vez menos tua nem de ninguém,
Eu.
Mil Pedaços_Legião Urbana
Eu não me perdi,
E mesmo assim você me abandonou...
Você quis partir, e agora estou sozinho
Mas vou me acostumar..
com o silêncio em casa, com um prato só na mesa.
Eu não me perdi,
O Sândalo perfuma o machado que-o feriu
Adeus, adeus ,adeus meu grande amor.
E tanto faz.. de tudo o que ficou,
Guardo um retrato teu,
e a saudade mais bonita.
Eu não me perdi,
e mesmo assim ninguém me perdoou..
Pobre coração - quando o teu estava comigo era tão bom.
Não sei por quê acontece assim e é sem querer
O que não era pra ser: Vou fugir dessa dor.
Meu amor
se quiseres voltar - volta não
Porque me quebraste em mil pedaços.
Escrito por Mel Andrade às 10h09
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Longe, do meu lado

Até segunda ordem, decreto que a felicidade é o desejo humano firmado numa casa de pau-à-pique num morro alagado de Santa Catarina. "Precário, provisório, perecível".
Haveria de ter uma placa, um aviso informando que preço você está disposto a barganhar pra abrirem os portões do reino dos bobos da corte. O reino absurdo do exagero. Da superlativação sentimental. Da caricatural tragédia.
As cicatrizes são formadas através da flagelação imposta por um fator ou agente externo. Vide facas, armas de fogo, punhais incrivelmente perfurantes ou até bactérias que carcomem o organismo e, depois de curados, formam as tais cicatrizes. Agora veja bem, cherrié, elas só se formam depois da cura de uma eventual ferida. Não antes. Cicatrizes não provocam dor, algumas podem coçar de vez em quando, e te provocam no máximo uma boa risada. Você tem o direito de conservá-las ou partir para o cirurgião plástico mais próximo. Não se remove nenhuma no grito.
A retirada de um pedaço vital não se compara à cicatrizes. Quando foi que você se deu conta que seu coração batia? Que você não poderia, se lhe apetecesse, mandar seus pulmões para um tour no ar fresco das montanhas? Não adianta gastar o resto dos seus dias se convencendo de sua vitalidade sorridente se, numa bela manhã de chuva, lhe retiram o que lhe mantém de pé. Não fica uma ferida, não. Feridas cicatrizam. Cicatrizes são removíveis. Nao fica nada. Nem você, nem suas cicatrizes, nem suas idéias bobas e pensamentos confusos.
Quando os répteis trocam de pele, seu organismo cria uma nova pele por baixo da velha. Quando estão prontos, eles deixam a pele inteira em algum lugar, e seguem com sua nova pele no mesmo corpo de antes...
Eu viveria apenas com a pele. O vácuo. Sem corpo, feridas, cicatrizes ou dor. Só o sorriso (impressão da pele morta), desejo pálido de uma felicidade de pau-à-pique.
Longe do meu lado_Legião Urbana
Se a paixão fosse realmente um bálsamo
O mundo não pareceria tão equivocado
Te dou carinho, respeito e um afago
Mas entenda, eu não estou apaixonado
A paixão já passou em minha vida
Foi até bom mas ao final deu tudo errado
E agora carrego em mim
Uma dor triste, um coração cicatrizado
E olha que tentei o meu caminho
Mas tudo agora é coisa do passado
Quero respeito e sempre ter alguém
Que me entenda e sempre fique a meu lado
Mas não, não quero estar apaixonado
A paixão quer sangue e corações arruinados
E saudade é só mágoa por ter sido feito tanto estrago
E essa escravidão e essa dor não quero mais
Quando acreditei que tudo era um fato consumado
Veio a foice e jogou-te longe
Longe do meu lado
Não estou mais pronto para lágrimas
Podemos ficar juntos e vivermos o futuro, não o passado
Veja o nosso mundo
Eu também sei que dizem
Que não existe amor errado
Mas entenda, não quero estar apaixonado
Escrito por Mel Andrade às 02h55
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26/06/2008

"E no final, assim, calado, eu sei que vou ser coroado rei de mim!" (DE ONDE VEM A CALMA_Los Hermanos)
***Há muito tempo não venho aqui. Pouco mais de oito meses pra ser mais exata. A idéia de dar uma continuidade à pensamentos parecia um pouco fora de lugar, visto que estes se encontravam em revisão profunda. Saí, enfim, do estado casulóide para uma perspectiva de deslumbre com muitas e novas situações, que reconfiguraram profundamente (de novo! =D) minha forma de pensar e interpretar as coisas. Agora voltei... não sinto que tenha abandonado este blog, como outros, escrevi vários posts que talvez não sejam publicados. As voltas pedem sempre uma recontextualização, mas desta vez (diferente das outras), escreverei muito menos cotidianamente. Embora de um jeito muito mais pessoal.***
ouvidizerdoteuolharaoveraflorasfloresdeplásticonãomorremumaflorcomsinoumacanção
--Cadê vocês no meu retalho do caleidoscópio? Ahn?/--Ora! Fugiram por uma fresta de vidro...Que querias?/--Mas se ainda vejo os reflexos é porque.../--É porque cultivas apenas pedaços, ora ora ora... Onde está a metade do caleidoscópio?/--Levaram.../--Pois todos saíram pelo outro lado, ooooora!/--Oh, mas é tão perigoso... Eles poderiam ter se machucado!/--Poderiam ter morrido, retalhados como teu caleidoscópio, ora, se esvaindo em.../--SANGUE! Estou coberto de...então... eles se.../---Ora, pois, que não. O sangue é teu. É tú que estás indo./--E você? Alguém que volta pra me buscar?/--Não, sou a metade perdida de teus espelhos. Vim lhe coroar, ora, finalmente, como sempre desejastes, posseiro e senhor único de teu caleidoscópio. (e sem luz, acaba a lisergia da clausura).
Flor da Pele_Zeca Baleiro
Ando tão à flor da pele,
Qualquer beijo de novela me faz chorar
Ando tão à flor da pele,
Que teu olhar "flor na janela" me faz morrer
Ando tão à flor da pele,
Que meu desejo se confunde com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele,
Que a minha pele tem o fogo do juízo final
Um barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Um bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras suicido
Oh, sim, eu estou tão cansado
Mas não pra dizer
Que não acredito mais em você
Eu não preciso de muito dinheiro
Graças a Deus
Mas vou tomar aquele velho navio
Aquele velho navio
Escrito por Mel Andrade às 19h35
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28/10/2007

"É de mágica que eu dobro a vida em flor... Assim! E ao senhor de iludir, manda avisar que esse daqui tem muito mais amor pra dar" (É DE LÁGRIMA_Los Hermanos)
Pois aqui estou eu de novo!! Passei muito tempo sem escrever nada, nem dar boas satisfações dos últimos acontecimentos interessantíssimos aqui. Não é porque eu estive sem tempo pra escrever (e eu estive), mas porque eu realmente não estava com um pingo de paciência para fazê-lo. De qualquer forma, saibam das news:
O Grêmio Estudantil do colégio saiu, enfim, e parece que tem gente lá com boas disposições e idéias. E isso é muito feliz./O meu vestibular está a vinte dias de acontecer, e eu não me lembro de estar tranqüila quanto a isso. Decididamente, não feliz./Tenho passado dias infinitamente bons e outros infinitamente ruins. Isso é feliz? Ora, melhor do que vários dias mais ou menos./Meu Godric parece que parou de dar sucessivos paus, espero. Nunca vi um cavaleiro medieval tão birrento...xD/Estou tentando aprender francês, e isso é tétrico de se ver!! ^^
Ando deveras romântica nas últimas semanas também. Não, não tenho nenhum bom motivo para isso, é coisa que acontece com quem tem uma incrível propensão ao assunto, e não tem mais o que fazer senão pensar bobagens. Ou tem o que fazer e não está nem um pouco afim... Acho que ando desistindo de encontrar alguém que realmente valha a pena no coração dessa cidadezinha. Nenhum desses quadradinhos iluminados pela sombra das televisões parece conter pessoas interessantes. Ando preferindo apagar a luz. E a meia-luz de qualquer brilho de poste distante já pode parecer forte demais. Nem quero que amanheça também. De dia, os quadradinhos revelam bonecos menos interessantes ainda.
Imagem: O meu querido, o mais lindo, o mais fofo, o mais romântico, o meu amor ---> Shaoran!! (beijando a anta da Sakura, que não dava valor À ele. Una pra ela, pessoal. =P)
Putz, tinha tanta coisa pra escrever e esqueci TUDO___O.o
Bom, fiquem na boa companhia de Pablo Neruda. Que adoçou minha manhã hoje...^^
Cinco Coisas_Pablo Neruda
Quero apenas cinco coisas..
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando
Escrito por Mel Andrade às 21h04
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16/09/2007
G.E.C.L.

"It has to start somewhere... It has to start sometime... What better place than here? What better time than now?" (Guerilla Radio_Rage Against The Machine)
Oi, aqui estou eu mais uma vez. Depois de uma noite de tratamento de choque, mas decididamente inspiradora, aqui estou eu mais uma vez. Ou talvez, não eu. Ou quem sabe, nunca mais eu... Bem, depois de ontem à noite, acordei direto para um caderno velho, cuspir esse textinho carinhoso que vou postar aí em baixo. Acordei com medo dessa violência, rsrsrsrsrsrs....
Pra quem entende:
"As idéias de mudança do cotidiano estão indo muito bem, caminhando. Felizmente, contamos com muita gente disposta. Ainda acho que, de alguma forma, as apresentações e acareações com aqueles que se consideram maiores – teatralmente falando: num plano superior – não será das mais amigáveis. Afinal, uma voz desconhecida quando se levanta causa temor. De certo ponto de vista, eles têm razão em sentir isso. O plano não é destruir nada do que fizeram antes, mas reinventar um mundo de ações por sobre o mundo das idéias deles: tão aconchegante, tão sistemático, tão... torpe.
Como uma bactéria que o sistema imunológico não combate por crer inofensiva. Devagar, aos poucos, sem que eles sintam. Tomando conta do corpo, desfazendo o estrago que fazem em um mês ou três anos. Recolhendo os sorrisos automáticos às piadas, a disposição de ouvir impropérios e concordar automaticamente, o silêncio absoluto à entrada do VELHO SR. GRANDE IRMÃO. Pelo nojo, asco, pela revolta diante do preconceito descaradamente exposto. Pela REAL liberdade de pensamento. Ou, mais modestamente, apenas pelo pensamento.
O que se pode dizer? Acalmem-se. Talvez não seja indolor..."
É clichê, mas bem adequado. Mais uma vez meu amor, Legião.
Geração Coca-Cola_Legião Urbana
Quando nascemos fomos programados
Pra receber de vocês
Nos empurraram com os enlatados
Dos U.S.A., de nove as seis
Desde pequenos nos comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês
Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Depois de 20 anos na escola
Não é difícil aprender
Todas as manhas do seu jogo sujo
Não é assim que tem que ser
Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis
Somos os filhos da revolução
Somos burgueses sem religião
Somos o futuro da nação
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Geração Coca-Cola
Escrito por Mel Andrade às 09h46
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09/09/2007

O Harry talvez não. Mas eu, com certeza... E isso de fato promete ser uma boa coisa...=]
Oi oi!! Voltei para o meu blog abandonado... Desculpa o sumiço, mas é que foi eu criar o bendito e Godric (meu pc) dar pau... Bem, isso resultou em muita coisa pra contar, alguns textos pendentes pra blogar, muitas idéias novas e MUITA vontade de escrever... rsrsr Mas vamos fazer um flashback rápido.
Vou resumir em um parágrafo confuso o que aconteceu cmg nesses últimos dias que passei fora... Fase 1: Decidi (ou descobri..=]) minha vocação profissional, lutei por uma equipe, ganhei uma gincana, andei estudando menos... rsrsrs... Fase 2: Fiz novos amigos, o que anda reabastecendo minha predisposição para mudar coisas essenciais; plantaram caraminholas na minha cabeça, e elas andam me deixando confusa, inquieta e insatisfeita, e isso parece ser bom; decidi dar mais uma chance para a faceta romântica desta humilde geminiana que vos fala (mas isso n é assunto pra aprofundar aqui... hehehe); andei querendo me livrar da balbúrdia, mas qnd ela foi embora implorei que voltasse... rsrsrsrsr... Acho que foi basicamente isso!!
Bom, aqui é só um post rapidinho, não vão caber todas as mil reflexões que estão pipocando aqui na minha cabeça... hehehe.. Dps eu me organizo melhor...
Bem, hoje vcs ficam ao som de Jorge Drexler:
Al Otro Lado del Río_Jorge Drexler
Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío
Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a
En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío
Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a
Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río
Escrito por Mel Andrade às 03h46
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