
("No meu peito catolaico tudo é descrença e fé...")
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É mais ou menos isso aí. Precária e resumidamente; a dicotomia que me engolfa nesse pseudodespertar. Não se tem notícias sobre estas paragens abandonadas de subconsciente, ou seja, não se sabe se isto é o fim de um grande pesadelo ou o real e indesejado fim do melhor dos sonhos. É... cuspi na cara do velho Morpheus.
Aí... aí é isso. Você não abre os olhos porquê quer (vide Clockwork Orange), mas quando o faz é dor, é amizade, é engolir o coração e seguir em frente.
Mas o despertar tem filmes. Tem melhores amigos morando longe. E ônibus lotados que dariam excelentes sitcom's. E bate-cabeças que terminam em MPB, whisky e Salt com patê. E chuchus com gosto de cereja.
E o bom o justo Sandman se apressa para transferir o sonho que um dia foi meu aos olhos de uma nova merecedora. E só me resta desejar que ele continue lindo, doce e intacto... como sempre permanecerá no lugar mais sereno de meu templo.
E quanto a mim, me rendo à fé.
A Idade do Céu_Paulinho Moska
Não somos mais
Que uma gota de luz
Uma estrela que cai
Uma fagulha tão só
Na idade do céu...
Não somos o
Que queríamos ser
Somos um breve pulsar
Em um silêncio antigo
Com a idade do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu...
Não somos mais
Que um punhado de mar
Uma piada de Deus
Um capricho do sol
No jardim do céu...
Não damos pé
Entre tanto tic tac
Entre tanto Big Bang
Somos um grão de sal
No mar do céu...
Calma!
Tudo está em calma
Deixe que o beijo dure
Deixe que o tempo cure
Deixe que a alma
Tenha a mesma idade
Que a idade do céu
A mesma idade
Que a idade do céu...