
("Talvez eu corte o cabelo, talvez eu fique feliz, talvez eu perca a cabeça, talvez esqueça e cresça sem você")
Crepúsculos pesados precedem madrugadas leves e caras. Caras aos olhos atentos e atentas aos olhos d'O cara. E muito embora essa leveza algodão-com-corante quase "diabetifique" minhas madrugadas de sorrisos e leitE quentE (ao qual, reitero, prefiro adicionar chocolate xD), o âmbar dos meus olhos ainda está preferindo conferir o estoque de sentimentos com semitons taciturnos e pesados.
Lembrei de um filme que assisti certa vez chamado "Lembranças de um Verão" ("Hearts in Atlantis"), onde um menino conhece o novo vizinho (interpretação massa de Antony Hophkins) que deseja perpetuar ao máximo a inocência dele e mostra a importância de se aproveitar ao máximo as impressões do olhar infantil sobre o mundo. Em contrapartida, a mãe desse menino insistia num "amadurecimento" rápido e começa a desconfiar das intenções do velho para com seu filho... Esse filme me marcou não só pela minha queda (ribanceira) por filmes saudosistas, mas pela imagem da mulher que tenta seguidamente desvirtuar a pureza (P.S.: não é a mesma coisa que ingenuidade) do filho, como se isso fosse uma etapa necessária ao amadurecimento. Não é. Mesmo. Essa perda nada mais é do que a degeneração quase inevitável da ternura. E compreende, necessita, de negros estímulos externos.
Que dizer? Fui abatida em plena corrida pela confiança. Nunca mais pureza; ao invés disso, me cubro no outono âmbar e ando sem pressa pra divisar um clarão nessa meta que já não clama por coisa alguma.
("Talvez eu mate o que fui, talvez imite o que sou, talvez eu tema o que vem, talvez te ame ainda sem você")
Childhood's End_Pink Floyd
You shout in your sleep.
Perhaps the price is too steep.
Is your conscience at rest
If once put to the test?
You awake with a start
To just the beating of your heart.
Just one man beneath the sky,
Just two ears, just two eyes.
You set sail across the sea
Of long past thoughts and memories.
Childhood's end, your fantasies
Merge with harsh realities.
And then as the sail is hoist,
You find your eyes are growing moist.
All the fears never voiced
Say you have to make your final choice.
Who are you and who am I
To say we know the reason why?
Some are born; some men die
Beneath one infinite sky.
There'll be war, there'll be peace.
But ev'rything one day will cease.
All the iron turned to rust;
All the proud men turned to dust.
And so all things, time will mend.
So this song will end.